HistóriaBrasil Império
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Da Regência ao Segundo Reinado: Resumo Completo para o ENEM

Pintura clássica de Dom Pedro II com trajes imperiais, representando o Brasil Império e a transição do poder

O século XIX no Brasil foi marcado por intensas turbulências, desde a abdicação de D. Pedro I até o longo reinado de seu filho, D. Pedro II. Estudar a transição da Regência ao Segundo Reinado é compreender como o Brasil evitou a fragmentação territorial e construiu sua economia em torno do café, ao mesmo tempo que manteve, até o último momento possível, a estrutura escravista. Este tema é figurinha carimbada no ENEM, exigindo do aluno visão crítica sobre cidadania, disputas políticas e lutas sociais.

Sumário

  1. A Crise do Primeiro Reinado e a Abdicação
  2. O Período Regencial (1831-1840): A Experiência Republicana
    1. Os Grupos Políticos
    2. O Ato Adicional de 1834 e a Regência Una
  3. As Revoltas Regenciais
  4. O Golpe da Maioridade e o Início do Segundo Reinado
  5. A Política no Segundo Reinado
    1. O Parlamentarismo às Avessas
  6. A Economia Cafeeira e a Era Mauá
  7. O Declínio do Império e a Proclamação da República
  8. Mnemônicos e Dicas
  9. Como Cai no ENEM
  10. Principais Dúvidas
  11. Resumo Completo
  12. Referências

A Crise do Primeiro Reinado e a Abdicação

Para entendermos o Período Regencial, precisamos dar um rápido passo atrás. O Primeiro Reinado (18221822 a 18311831) terminou em profunda crise. D. Pedro I havia outorgado a Constituição de 1824, que impôs um forte centralismo político através do Poder Moderador (exclusivo do imperador) e limitou a participação popular por meio do voto censitário, que exigia uma renda mínima de:

100.000 reˊis100.000 \text{ réis}

Essa renda era equivalente ao valor da farinha de mandioca na época, o que rendeu à primeira constituinte o apelido de "Constituição da Mandioca" (embora o texto final outorgado mantivesse apenas a exigência de renda pecuniária).

O governo desgastou-se rapidamente devido a fatores como:

  • Crise econômica: Déficit comercial e pesados empréstimos externos, agravados pela falência do Banco do Brasil.
  • Autoritarismo: Fechamento da Assembleia Constituinte e repressão a movimentos como a Confederação do Equador.
  • Envolvimento nas disputas portuguesas: D. Pedro I gastava recursos e atenção na disputa pelo trono de Portugal após a morte de seu pai, D. João VI.

O estopim da crise ocorreu com o assassinato do jornalista oposicionista Líbero Badaró e a Noite das Garrafadas, um violento confronto no Rio de Janeiro entre portugueses (apoiadores do imperador) e brasileiros (opositores). Pressionado, D. Pedro I abdicou em 7 de abril de 1831, deixando o trono para seu filho, Pedro de Alcântara, que tinha apenas 5 anos5 \text{ anos} de idade.

Como o herdeiro não tinha idade para governar, a própria Constituição de 1824 determinava que o país fosse governado por Regentes. Iniciava-se o Período Regencial.


O Período Regencial (1831-1840): A Experiência Republicana

O Período Regencial foi uma das fases mais conturbadas da História do Brasil. Sem a figura unificadora do Imperador e sem o Poder Moderador, o país viveu uma "experiência republicana" na prática, caracterizada por forte instabilidade e pelo risco iminente de fragmentação territorial.

Os Grupos Políticos

A elite política dividiu-se basicamente em três facções que disputavam ferozmente o poder:

  1. Liberais Moderados (Chimangos): Representavam a grande aristocracia agrária do Sudeste (RJ, SP, MG). Queriam manter a monarquia, a escravidão e a ordem social, mas defendiam mais poder ao Legislativo.
  2. Liberais Exaltados (Jurujubas): Formados por classes médias urbanas, profissionais liberais e pequenos proprietários. Eram radicais: queriam a total descentralização do poder (federalismo) e, alguns, o fim da monarquia e a adoção da República.
  3. Restauradores (Caramurus): Eram comerciantes portugueses, militares de alta patente e burocratas. O único objetivo deles era o retorno de D. Pedro I ao Brasil. Esse grupo acabou quando D. Pedro I morreu em Portugal, no ano de 1834.

O Ato Adicional de 1834 e a Regência Una

Para tentar acalmar os ânimos provinciais e os liberais exaltados, os Moderados aprovaram o Ato Adicional de 1834, que alterou a Constituição. Suas principais medidas foram:

  • Substituiu a Regência Trina pela Regência Una (mandato de 4 anos);
  • Criou as Assembleias Legislativas Provinciais, dando certa autonomia para as províncias criarem suas próprias leis locais e impostos;
  • Suspendeu o Poder Moderador durante a Regência.

Apesar da intenção pacificadora, a descentralização fez com que as elites locais passassem a disputar o poder provincial com armas, o que serviu de estopim para diversas revoltas por todo o país. O primeiro regente uno foi o Padre Diogo Antônio Feijó, que governou sob forte oposição conservadora até renunciar.


As Revoltas Regenciais

A combinação de miséria popular, crise econômica, escravidão e o vácuo de poder central fez o Brasil "pegar fogo". Diferentes regiões se rebelaram, mas cada uma com motivações próprias. É fundamental no ENEM diferenciar as revoltas populares das revoltas elitistas.

Mapa do Brasil Império com a localização geográfica das principais revoltas regenciais: Cabanagem, Sabinada, Malês, Balaiada e Farrapos
Fonte: Conteúdos Escolares
*[Imagem: Mapa do Brasil Império com a localização geográfica das principais revoltas regenciais: Cabanagem, Sabinada, Malês, Balaiada e Farrapos]*

Confira as principais revoltas na tabela comparativa abaixo:

Revolta e LocalAnoParticipantes / CaráterPrincipais Causas e Desfecho
Cabanagem
(Grão-Pará)
1835-1840Popular: Indígenas, negros, cabanos (ribeirinhos).Causas: Extrema miséria e marginalização política.
Desfecho: Única revolta em que o povo tomou o poder local. Reprimida com extrema violência (cerca de 30 mil mortos).
Revolta dos Malês
(Bahia / Salvador)
1835Popular: Escravizados africanos urbanos, muitos letrados e muçulmanos (malês).Causas: Contra a escravidão e a imposição católica. Buscavam liberdade religiosa.
Desfecho: Fortemente reprimida, líderes executados ou deportados para a África.
Guerra dos Farrapos
(RS e SC)
1835-1845Elitista: Estancieiros, produtores de gado e charque.Causas: Altos impostos imperiais sobre o charque gaúcho, prejudicando a concorrência com a Argentina/Uruguai.
Desfecho: Durou 10 anos. Chegaram a fundar repúblicas (Piratini e Juliana). Terminou em acordo pacífico (Tratado de Poncho Verde).
Sabinada
(Bahia)
1837-1838Classe Média: Médicos (líder Sabino Barroso), militares, comerciantes.Causas: Recrutamento forçado para a Guerra dos Farrapos e falta de autonomia provincial.
Desfecho: Declararam a "República Bahiense" apenas até a maioridade do imperador. Reprimida duramente.
Balaiada
(Maranhão)
1838-1841Popular: Sertanejos, vaqueiros, artesãos (fazedores de balaios) e escravizados.Causas: Crise do algodão, opressão dos coronéis locais.
Desfecho: Esmagada pelas tropas de Luís Alves de Lima e Silva (futuro Duque de Caxias).
Rusgas Cuiabanas
(Mato Grosso)
1834Elitista/Classe Média: Nativistas brasileiros contra portugueses.Causas: Disputas por cargos públicos e comércio monopolizado por portugueses.
Desfecho: Intervenção do governo central para restaurar a ordem.

Atenção: As revoltas de caráter popular e negro (como Cabanagem, Balaiada e Malês) foram punidas com penas de morte, exílio e massacres físicos brutais. Já revoltas da elite branca (Guerra dos Farrapos) tiveram resoluções negociadas, onde os rebeldes foram anistiados e até incorporados ao exército imperial.


O Golpe da Maioridade e o Início do Segundo Reinado

Diante do caos das revoltas regenciais, o Partido Liberal formou o Clube da Maioridade. A ideia era simples: o Brasil estava se desfazendo, e a única figura capaz de impor respeito, representar a unidade nacional e acalmar as revoltas seria um Imperador coroado.

No dia 23 de julho de 1840, com o apoio dos políticos, foi aprovada uma emenda que antecipava a maioridade de Pedro de Alcântara. Com apenas:

14 anos de idade14 \text{ anos de idade}

D. Pedro II assumiu o trono. Esse evento histórico ficou conhecido como o Golpe da Maioridade. Ele marca o fim do conturbado Período Regencial e o início do Segundo Reinado, o período de maior estabilidade política e duração do Brasil independente, estendendo-se de 1840 até a Proclamação da República em 1889.


A Política no Segundo Reinado

Se na Regência havia três partidos, no Segundo Reinado o jogo político foi dominado por apenas dois:

  • Partido Liberal (Luzias): Defendiam, teoricamente, maior autonomia para as províncias.
  • Partido Conservador (Saquaremas): Defendiam uma forte centralização do poder no Rio de Janeiro.

No entanto, havia uma frase famosa na época dita pelo político Holanda Cavalcanti: "Nada mais parecido com um conservador do que um liberal no poder". Isso ocorria porque ambos os partidos representavam a mesma classe social: a elite agrária e escravocrata. Eles não tinham diferenças ideológicas profundas, apenas disputavam quem controlaria a máquina do Estado e os favores do Imperador.

O Parlamentarismo às Avessas

Em 1847, para tentar diminuir os atritos entre Liberais e Conservadores, D. Pedro II criou o cargo de Presidente do Conselho de Ministros (uma espécie de Primeiro-Ministro). O Brasil adotava, assim, o parlamentarismo.

Porém, diferentemente do modelo britânico, no Brasil ele era um "Parlamentarismo às Avessas".

Como funciona no Reino Unido (Clássico):

  1. O povo vota nos deputados e forma o Parlamento.
  2. O Parlamento escolhe o Primeiro-Ministro.
  3. O Monarca (Rei/Rainha) reina, mas não governa.

Como funcionava no Brasil (Às Avessas):

  1. O Imperador, usando seu Poder Moderador, nomeava o Primeiro-Ministro do partido de sua preferência.
  2. O Primeiro-Ministro convocava eleições (conhecidas como "Eleições do Cacete" devido às fraudes e violência) para garantir que seu partido tivesse a maioria na Câmara.
  3. Se a Câmara não concordasse com o Primeiro-Ministro, o Imperador dissolvia a Câmara e chamava novas eleições.

Ou seja, no Brasil, o poder subia do Imperador para o Parlamento, e não do voto popular para o governo. O Imperador reinava e governava de fato, garantindo o revezamento pacífico entre liberais e conservadores e mantendo a estabilidade a favor da elite.


A Economia Cafeeira e a Era Mauá

Se a política alcançou estabilidade através do arranjo do Parlamentarismo às avessas, a economia prosperou graças a um novo "ouro negro": o Café.

O café se adaptou perfeitamente ao clima brasileiro e à crescente demanda internacional (sobretudo europeia e americana). Ele tornou-se a base da economia imperial, chegando a representar:

61% das exportac¸o˜es61\% \text{ das exportações}

na década de 18801880.

O ciclo do café teve duas fases e duas regiões geográficas muito distintas que caem constantemente em provas:

Mapa mostrando a expansão do ciclo do café pelo Vale do Paraíba e posteriormente para o Oeste Paulista com as ferrovias
Fonte: Anglo Resolve
*[Imagem: Mapa mostrando a expansão do ciclo do café pelo Vale do Paraíba e posteriormente para o Oeste Paulista com as ferrovias]*
CaracterísticaVale do Paraíba (Início do Séc. XIX)Oeste Paulista (Fim do Séc. XIX)
LocalizaçãoRJ e SP (divisa).Interior de SP (Campinas, Ribeirão Preto).
SoloDesgastado (técnicas de coivara/queimadas)."Terra Roxa" (extremamente fértil).
Mão de ObraQuase exclusivamente escravizada.Transição para o trabalho livre assalariado (imigrantes italianos e alemães).
TecnologiaArcaica, transportado no lombo de mulas.Moderna, uso intenso de ferrovias (como a São Paulo Railway) e portos (Santos).
Perfil do ProdutorO "Barão do Café", aristocrata conservador ligado à monarquia.O "Burguês do Café", capitalista, investidor e simpático ao republicanismo.

A Transição para o Trabalho Livre e a Era Mauá

Com a proibição do tráfico negreiro (Lei Eusébio de Queirós, 1850), o capital que antes era usado para comprar pessoas escravizadas passou a ser investido em infraestrutura, indústria e serviços.

Esse período de diversificação econômica e pequenos surtos industriais é chamado de Era Mauá, liderado pelo empresário Irineu Evangelista de Sousa (Barão de Mauá). Ocorreram investimentos em ferrovias, estaleiros, iluminação a gás e cabos de telégrafo submarino, alavancados também pela Tarifa Alves Branco (1844), que aumentou impostos de importação e estimulou (mesmo sem intenção) a produção interna.


O Declínio do Império e a Proclamação da República

O Império ruiu porque perdeu os seus três principais pilares de apoio institucional ao longo das décadas de 1870 e 1880. A crise finalizou com a Proclamação da República em 15 de novembro de 188915 \text{ de novembro de } 1889.

As bases da monarquia ruíram através de três grandes "Questões":

1. Questão Religiosa

A Igreja Católica, no Brasil, era subordinada ao Estado pelo Padroado (Imperador nomeava bispos) e pelo Beneplácito (ordens do Papa só valiam se aprovadas por D. Pedro II). Quando o Papa proibiu clérigos de se envolverem com a Maçonaria, os bispos de Olinda e Belém obedeceram, desafiando D. Pedro II (que era simpatizante maçom e havia negado o beneplácito a essa bula). O imperador prendeu os bispos, o que gerou rompimento definitivo entre a Igreja (corrente Ultramontana) e o Trono.

2. Questão Militar

A Guerra do Paraguai (1864-1870) fortaleceu o Exército Brasileiro, que voltou organizado e exigindo maior participação política. Além disso, muitos oficiais adotaram o Positivismo (de Auguste Comte), que defendia a ciência, o progresso e uma Ditadura Republicana para modernizar o país. Eles viam o monarca como símbolo de atraso.

3. Questão Escravista (A Gota D'Água)

O Império tentou protelar o fim da escravidão com leis lentas e graduais (Ventre Livre em 1871, Sexagenários em 1885). Porém, quando a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea em 13 de maio de 1888, libertando os últimos escravizados sem pagar indenizações aos donos, a elite do Vale do Paraíba abandonou o imperador. Passaram a ser chamados de "Republicanos de Última Hora" ou "Republicanos de 14 de maio".

Sem apoio da Igreja, dos militares e agora de parte da elite agrária conservadora, o Império caiu. O Marechal Deodoro da Fonseca, na manhã de 15 de novembro, destituiu o gabinete imperial, instaurando a República por meio de um golpe militar, onde a população assistiu à mudança "bestializada", sem compreender que ocorria uma mudança de regime.


Mnemônicos e Dicas

Na prova de Humanas do ENEM, decorar não é tudo, mas lembrar os nomes ajuda a ganhar tempo!

1. Mnemônico das Revoltas Regenciais: "Ca-Ma-Fa-Sa-Ba" Memorize as sílabas iniciais para lembrar das 5 principais revoltas:

  • CAbanagem (Pará)
  • MAlês (Bahia)
  • FArroupilha (Sul)
  • SAbinada (Bahia)
  • BAlaiada (Maranhão)

2. As causas da queda do Império: "O Império M-R-E (Morre)" Quais os três pilares que derrubaram a Monarquia?

  • Militar (Questão Militar / Guerra do Paraguai / Positivismo)
  • Religiosa (Questão Religiosa / Prisão dos Bispos)
  • Escravista (Questão Escravista / Lei Áurea e perda de apoio da elite)

3. "Não há nada mais conservador que um liberal no poder" Sempre que a prova falar dos partidos do Segundo Reinado (Luzias e Saquaremas), lembre-se dessa frase. Ela resume que ambos representavam a mesma elite escravocrata e agrária, mudando apenas a centralização ou descentralização do governo.


Como Cai no ENEM

O ENEM não costuma pedir datas exatas, mas sim compreensão crítica e social sobre o período:

  1. Parlamentarismo às Avessas: A prova cobra para você identificar como a figura do Poder Moderador servia para garantir a estabilidade das elites, mantendo o povo de fora. Você precisará entender que, no Brasil, o Imperador montava o poder Legislativo a partir do Executivo, e não o inverso como na Europa.
  2. Caráter Excludente das Revoltas: Muitas questões pedem para diferenciar a resposta violenta do Estado contra negros e pobres (Cabanagem e Malês) comparada com os "acordos de cavalheiros" feitos com a elite branca (Guerra dos Farrapos).
  3. Evolução Econômica: O eixo econômico mudando para o Sudeste com o Café. Questões focam na diferença de modernização entre o Vale do Paraíba (atrasado, uso de escravizados) e o Oeste Paulista (ferrovias, imigrantes, mentalidade burguesa).
  4. Leis Abolicionistas: O ENEM aborda o caráter conservador e lento da abolição. A Lei do Ventre Livre e dos Sexagenários foram táticas da monarquia para atrasar a abolição completa o máximo possível e acalmar pressões externas (como a da Inglaterra).

Principais Dúvidas


Resumo Completo

O período que vai da Regência até o fim do Império retrata a construção da estrutura de poder que durou a maior parte do Brasil independente. De um país a beira da fragmentação com o vácuo deixado por D. Pedro I, passamos a uma nação unificada sob as mãos de D. Pedro II e sustentada pelo pacto de elites em torno do café e da escravidão, que terminaria colapsando na transição do modelo agrário-escravista para o agro-burguês-republicano.

Principais Tópicos do Período Regencial (1831-1840):

  • Vácuo Político: D. Pedro I abdica. D. Pedro II é criança (5 anos)(5 \text{ anos}). Disputas entre Moderados, Exaltados e Restauradores.
  • Ato Adicional (1834): Descentralização. Criou as Assembleias Provinciais e a Regência Una.
  • Revoltas ("Ca-Ma-Fa-Sa-Ba"): Fragmentação e crise. Cabanagem (PA) e Malês (BA) com repressão violenta. Farrapos (RS) com pacificação e acordos de elite.
  • Golpe da Maioridade (1840): Liberais antecipam a subida ao trono de D. Pedro II (aos 14 anos14 \text{ anos}) para estabilizar a desordem do país.

Principais Tópicos do Segundo Reinado (1840-1889):

  • Política e Poder Moderador: Parlamentarismo às Avessas e o constante rodízio entre os "iguais" Liberais (Luzias) e Conservadores (Saquaremas).
  • Economia do Café: Representou cerca de 61%61\% das exportações nacionais.
    • Vale do Paraíba: Tradicional, conservador, trabalho totalmente escravo.
    • Oeste Paulista: Modernizador, uso de ferrovias ("Terra Roxa"), estímulo à imigração europeia.
  • Era Mauá: Período de modernização, infraestrutura e pequenos surtos industriais provocados por capitais ociosos (fim do tráfico em 1850) e a Tarifa Alves Branco (1844).
  • Queda do Império (O Império M-R-E):
    • Militar: Exército fortalecido pelo Positivismo e Guerra do Paraguai derruba a monarquia.
    • Religiosa: Imperador prende bispos ultramontanos. Igreja retira o apoio.
    • Escravista: Lei Áurea (1888) retira os escravizados sem pagar a elite ("Republicanos de última hora"), que abandona de vez o Imperador.

Checklist final do que saber para a prova:

  • Compreender a falta de poder central na Regência como causa das revoltas.
  • Diferenciar punições para revoltas de caráter popular das revoltas elitistas.
  • Saber explicar o funcionamento do "Parlamentarismo às Avessas".
  • Comparar o Vale do Paraíba com o Oeste Paulista.
  • Enumerar as 3 grandes "Questões" (Militar, Religiosa e Escravista) que derrubaram o Império.

Referências

Fontes Complementares

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