Ao longo do processo evolutivo, adaptações anatômicas e fisiológicas permitiram a sobrevivência de plantas às condições dos diferentes ambientes habitados. O quadro apresenta exemplos de cinco plantas com diferentes características.
Questão 92 do ENEM 2021 — Ciências da Natureza
Resolução comentada
Para resolver essa questão, precisamos analisar as adaptações anatômicas e fisiológicas listadas no quadro e identificar qual delas confere vantagem de sobrevivência em ambientes com escassez de água, ou seja, ambientes áridos ou semiáridos.
Vamos analisar cada uma das adaptações apresentadas:
I. Caule carnoso: Também conhecidos como caules suculentos ou cladódios, esses caules possuem um tecido especializado chamado parênquima aquífero, que é capaz de armazenar grandes quantidades de água. Essa é uma adaptação clássica de plantas xerófitas (plantas de ambientes secos), como os cactos, permitindo que a planta sobreviva a longos períodos de estiagem.
II. Caule tipo rizóforo: São caules que crescem em direção ao solo e atuam como raízes de suporte (raízes escoras). São típicos de plantas de manguezal, ajudando na sustentação da planta em solos lodosos e instáveis. Portanto, não estão relacionados à falta de água.
III. Raízes tuberosas: São raízes especializadas no armazenamento de substâncias nutritivas, principalmente amido (como a mandioca, a batata-doce e a cenoura). Embora ajudem a planta a sobreviver em períodos desfavoráveis (como o inverno), sua função principal é a reserva energética, e não especificamente a reserva de água para ambientes áridos.
IV. Raízes sugadoras: Também chamadas de haustórios, são raízes típicas de plantas parasitas (como o cipó-chumbo e a erva-de-passarinho). Elas penetram no tecido de outras plantas (hospedeiras) para sugar a seiva bruta ou elaborada. Não é uma adaptação para ambientes secos.
V. Raízes tipo pneumatóforos: São raízes respiratórias que crescem para cima (geotropismo negativo), emergindo do solo. São típicas de plantas de manguezal, onde o solo é alagado e pobre em oxigênio. Elas possuem estruturas chamadas pneumatódios, que permitem as trocas gasosas com a atmosfera.
Logo, a única adaptação voltada para a sobrevivência em ambientes com disponibilidade restrita de água é o caule carnoso (Planta I), que atua como um reservatório hídrico.
Ainda com dúvida nesta questão?
Crie sua conta gratuita e peça ao Darwin, o tutor de IA do Alvo, para explicar do seu jeito — e treine questões como esta na sua trilha adaptativa.
Fonte: prova oficial do ENEM 2021 (INEP). Resolução comentada pela equipe do Alvo ENEM.