Questão 93 do ENEM 2015Linguagens

ENEM 2015Linguagens2ª aplicação

Desde luego que para quienes continuamos escribiendo en quechua, en aymara o en las lenguas amazónicas, o recreamos en castellano el subyugante universo andino, el mayor obstáculo es, sin duda, el lenguaje: cómo hacer verosímil — mediante la palabra — lo que de por sí es increíble en ese arcano territorio donde las fronteras entre vida/muerte, mundo natural/sobrenatural, no existen y es común, más bien, toparse en un cruce de caminos con un ángel andariego o recibir, tal vez, en una siembra de papas, la visita inesperada de un familiar muerto que viene — del más allá — a prevenirnos sobre el clima o porque simplemente tiene sed y desea un poco de chicha de maíz. No obstante a ello, la poesía quechua contemporánea, la escrita por Alencastre por ejemplo, tiene autor y códigos propios y ya no más ese carácter colectivo, anónimo y oral de los inicios, cuando estaba conformada por oraciones e himnos que, de acuerdo a su naturaleza, eran wawakis (invocaciones para enterrar a un infante muerto), hayllis (poesía épica), harawis (poesía amorosa), qhaswas (cantos de regocijo), wankas, entre otros. Ni siquiera la luminosa personalidad de José María Arguedas confinó al limbo al poeta Alencastre, de quién dijo era el más grande poeta quechua del siglo XX.

GONZÁLEZ, O. Disponível em: www.lenguandina.org. Acesso em: 30 jul. 2012.

Segundo Odi González, embora seja difícil dar verossimilhança ao universo cultural andino ao escrever em línguas indígenas ou em castelhano, nos dias de hoje, a poesia quíchua
A
baseia-se na tradição oral.
B
constitui-se de poemas cerimoniais.
C
costuma ter um caráter anônimo.
possui marcas autorais.
Resposta correta
E
busca uma temática própria.
Gabarito oficial: alternativa D

Resolução comentada

Para resolver essa questão, precisamos focar na habilidade de interpretação de texto em língua espanhola, buscando a informação específica solicitada pelo enunciado.

O comando da questão nos pede para identificar uma característica da poesia quíchua nos dias de hoje (contemporânea), segundo o autor Odi González.

Vamos analisar o trecho do texto que aborda exatamente esse recorte temporal:

"No obstante a ello, la poesía quechua contemporánea, la escrita por Alencastre por ejemplo, tiene autor y códigos propios y ya no más ese carácter colectivo, anónimo y oral de los inicios..."

Traduzindo e interpretando esse fragmento, o autor afirma que a poesia quíchua contemporânea "tem autor e códigos próprios" e que "já não tem mais aquele caráter coletivo, anônimo e oral dos inícios".

Com base nessa leitura, podemos avaliar as alternativas:

  • A alternativa A está incorreta, pois o texto diz explicitamente que a poesia atual não tem mais o caráter oral dos inícios.
  • A alternativa B refere-se aos poemas cerimoniais (como os wawakis e hayllis), que faziam parte da tradição inicial, e não da poesia contemporânea.
  • A alternativa C também contradiz o texto, que afirma que a poesia já não é mais anônima.
  • A alternativa D está correta. Ao afirmar que a poesia contemporânea "tiene autor y códigos propios" (tem autor e códigos próprios), o texto indica que ela possui marcas autorais, diferenciando-se da produção coletiva e anônima do passado.
  • A alternativa E não é o foco do trecho, que destaca a autoria e os códigos próprios em oposição ao anonimato, e não uma busca por temática própria.

Logo, a resposta correta é a que aponta para a presença de marcas autorais.

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Fonte: prova oficial do ENEM 2015 (INEP). Resolução comentada pela equipe do Alvo ENEM.