Questão 133 do ENEM 2017 — Ciências da Natureza
Resolução comentada
Para responder, precisamos entender como as características do gerador afetam a tensão máxima () e a corrente de curto-circuito (). Vamos às fórmulas físicas passo a passo.
Tensão máxima ()
Pela Lei de Faraday-Lenz, a tensão induzida na bobina surge da variação do fluxo magnético. O fluxo através de uma espira é . Para espiras, derivando o fluxo no tempo e tomando o valor máximo: Ou seja, é diretamente proporcional ao número de espiras (), ao campo (), à área () e à frequência ().
Corrente de curto-circuito ()
Em curto-circuito, a corrente é limitada apenas pela resistência interna do fio. Pela Primeira Lei de Ohm: A resistência vem da Segunda Lei de Ohm (Lei de Pouillet): onde é a resistividade do cobre, é o comprimento total do fio e é a área da seção transversal do fio (que depende do diâmetro ). Como o comprimento total é o número de espiras vezes o perímetro de uma espira, , temos:
Substituindo e na corrente: O número de espiras aparece no numerador (via tensão) e no denominador (via resistência), cancelando-se:
Analisando as alternativas
Queremos dobrar mantendo constante:
- Frequência () ou campo (): dobram , mas como aparecem no numerador de , também dobrariam a corrente.
- Área das espiras (): dobra , porém altera o perímetro (no denominador de ), modificando a corrente.
- Diâmetro do fio (): não altera , mas muda , alterando .
- Número de espiras (): dobra (proporcionalidade direta) e, como se cancela na expressão de , a corrente de curto não muda — a resistência dobra na mesma proporção, compensando o aumento da tensão.
Logo, a única forma de dobrar a tensão mantendo a corrente de curto constante é dobrar o número de espiras — alternativa A.
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Fonte: prova oficial do ENEM 2017 (INEP). Resolução comentada pela equipe do Alvo ENEM.