Questão 95 do ENEM 2013Linguagens

ENEM 2013Linguagens1ª aplicação

Pensar la lengua del siglo XXI 

Aceptada la dicotomía entre “español general” académico y “español periférico” americano, la capacidad financiera de la Real Academia, apoyada por la corona y las grandes empresas transnacionales españolas, no promueve la conservación de la unidad, sino la unificación del español, dirigida e impuesta desde España (la Fundación Español Urgente: Fundeu). Unidad y unificación no son lo mismo: la unidad ha existido siempre y com ella la variedad de la lengua, riqueza suprema de nuestras culturas nacionales; la unificación lleva a la pérdida de las diferencias culturales, que nutren al ser humano y son tan importantes como la diversidad biológica de la Tierra.
Culturas nacionales: desde que nacieron los primeros criollos, mestizos y mulatos en el continente hispanoamericano, las diferencias de colonización, las improntas que dejaron en las nacientes sociedades americanas los pueblos aborígenes, la explotación de las riquezas naturales, las redes comerciales coloniales fueron creando culturas propias, diferentes entre sí, aunque con el fondo común de la tradición española. Después de las independencias, cuando se instituyeron nuestras naciones, bajo diferentes influencias, ya francesas, ya inglesas; cuando los inmigrantes italianos, sobre todo, dieron su pauta a Argentina, Uruguay o Venezuela, esas culturas nacionales se consolidaron y con ellas su español, pues la lengua es, ante todo, constituyente. Así, el español actual de España no es sino una más de las lenguas nacionales del mundo hispánico. El español actual es el conjunto de veintidós españoles nacionales, que tienen sus propias características; ninguno vale más que otro. La lengua del siglo XXI es, por eso, una lengua pluricéntrica.

LARA, L.F. Disponível em: www.revistaenie.clarin.com. Acesso em: 25 fev. 2013.

O texto aborda a questão da língua espanhola no século XXI e tem como função apontar que
A
as especificidades culturais rompem com a unidade hispânica.
as variedades do espanhol têm igual relevância linguística e cultural.
Resposta correta
C
a unidade linguística do espanhol fortalece a identidade cultural hispânica.
D
a consolidação das diferenças da língua prejudica sua projeção mundial.
E
a unificação da língua enriquece a competência linguística dos falantes.
Gabarito oficial: alternativa B

Resolução comentada

Para resolver essa questão, precisamos analisar o argumento central do autor sobre a língua espanhola no século XXI. O texto faz uma distinção muito importante entre dois conceitos: unidade e unificação.

Logo no início, o autor critica a tentativa de "unificação" do espanhol promovida por instituições da Espanha, afirmando que a unificação "lleva a la pérdida de las diferencias culturales" (leva à perda das diferenças culturais). Em contrapartida, ele defende a unidade da língua, que, segundo ele, sempre existiu lado a lado com a variedade, sendo esta última a "riqueza suprema de nuestras culturas nacionales".

O ponto alto do argumento ocorre no final do texto, quando o autor conclui que o espanhol atual não é uma língua única e homogênea ditada pela Espanha, mas sim um conjunto de vinte e dois "espanhóis nacionais" (referindo-se aos países hispanofalantes). A frase fundamental para matarmos a questão é: "ninguno vale más que otro" (nenhum vale mais que o outro).

Vamos analisar as alternativas com base nessa compreensão:

  • A) as especificidades culturais rompem com a unidade hispânica. Incorreto. O texto afirma exatamente o oposto: a unidade sempre existiu junto com a variedade da língua.
  • B) as variedades do espanhol têm igual relevância linguística e cultural. Correto. Essa alternativa traduz perfeitamente a ideia de que o espanhol é formado por vinte e dois espanhóis nacionais e que "nenhum vale mais que o outro", caracterizando uma língua pluricêntrica.
  • C) a unidade linguística do espanhol fortalece a identidade cultural hispânica. Incorreto. O texto foca em como a variedade (e não a unificação ou uma unidade rígida) é o que nutre as diferentes identidades culturais.
  • D) a consolidação das diferenças da língua prejudica sua projeção mundial. Incorreto. O autor exalta as diferenças como uma riqueza suprema, comparável à diversidade biológica da Terra, e não como um prejuízo.
  • E) a unificação da língua enriquece a competência linguística dos falantes. Incorreto. O texto critica a unificação, afirmando que ela leva à perda das diferenças culturais.

Portanto, a função do texto é mostrar que todas as variantes da língua espanhola possuem o mesmo valor e importância.

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Fonte: prova oficial do ENEM 2013 (INEP). Resolução comentada pela equipe do Alvo ENEM.