Questão 93 do ENEM 2013Linguagens

ENEM 2013Linguagens1ª aplicação

Pero un dia, le fue presentado a Cortés un tributo bien distinto: un obsequio de veinte esclavas llegó hasta el campamento español y entre ellas, Cortés escogió a una.
Descrita por el cronista de la expedición, Bernal Días del Castillo, como mujer de “buen parecer y entremetida y desenvuelta”, el nombre indígena de esta mujer era Malintzin, indicativo de que había nacido bajo signos de contienda y desventura. Sus padres la vendieron como esclava; los españoles la llamaron doña Marina, pero su pueblo la llamó la Malinche, la mujer del conquistador, la traidora a los indios. Pero con cualquiera de estos nombres, la mujer conoció un extraordinario destino. Se convirtió en “mi lengua”, pues Cortés la hizo su intérprete y amante, la lengua que habría de guiarle a lo largo y alto del Imperio azteca, demonstrando que algo estaba podrido en el reino de Moctezuma, que en efecto existía gran descontento y que el Imperio tenía pies de barro.

FUENTES, C. El espejo enterrado. Ciudad de México: FCE, 1992 (fragmento).

Malinche, ou Malintzin, foi uma figura chave na história da conquista espanhola na América, ao atuar como
intérprete do conquistador, possibilitando-lhe conhecer as fragilidades do Império.
Resposta correta
B
escrava dos espanhóis, colocando-se a serviço dos objetivos da Coroa.
C
amante do conquistador, dando origem à miscigenação étnica.
D
voz do seu povo, defendendo os interesses políticos do Império asteca.
E
maldição dos astecas, infundindo a corrupção no governo de Montezuma.
Gabarito oficial: alternativa A

Resolução comentada

Para resolver esta questão, precisamos focar na interpretação do fragmento de Carlos Fuentes, prestando atenção especial em como o autor descreve a função de Malinche (ou Malintzin) durante a expedição de Hernán Cortés.

O texto narra a trajetória dessa mulher indígena que foi entregue como escrava aos espanhóis. O ponto central para responder à questão encontra-se no trecho final: "Se convirtió en 'mi lengua', pues Cortés la hizo su intérprete y amante, la lengua que habría de guiarle a lo largo y alto del Imperio azteca, demonstrando que algo estaba podrido en el reino de Moctezuma, que en efecto existía gran descontento y que el Imperio tenía pies de barro."

Vamos analisar o que isso significa:

Primeiro, ela se tornou a "língua" de Cortés, ou seja, sua intérprete. Isso permitiu a comunicação entre os espanhóis e os povos nativos.

Segundo, ao atuar como intérprete e guia, ela revelou a Cortés que havia problemas internos no Império Asteca ("algo estaba podrido", "existía gran descontento") e que o império era frágil ("tenía pies de barro").

Avaliando as alternativas:

A alternativa A afirma que ela atuou como "intérprete do conquistador, possibilitando-lhe conhecer as fragilidades do Império". Isso é exatamente o que o texto descreve ao dizer que ela foi sua intérprete e mostrou que o império tinha "pés de barro" (metáfora clássica de fragilidade). Correta.

A alternativa B foca apenas na condição de escrava, ignorando o papel estratégico e ativo detalhado no texto.

A alternativa C menciona que ela foi amante, o que é verdade segundo o texto, mas não foi isso que a tornou figura-chave para a conquista militar e política, e sim o papel como intérprete.

A alternativa D é incorreta porque o texto diz que seu próprio povo a chamava de "la traidora a los indios"; logo, ela não defendia os interesses do Império Asteca.

A alternativa E está errada porque ela não infundiu a corrupção: apenas revelou a Cortés o descontentamento e a fragilidade que já existiam no governo de Montezuma.

Portanto, a resposta correta é a que reconhece seu papel estratégico de comunicação e inteligência a serviço do conquistador.

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Fonte: prova oficial do ENEM 2013 (INEP). Resolução comentada pela equipe do Alvo ENEM.