Suponha que, na escultura do artista Emanoel Araújo, mostrada na figura a seguir, todos os prismas numerados em algarismos romanos são retos, com bases triangulares, e que as faces laterais do poliedro II são perpendiculares à sua própria face superior, que, por sua vez, é um triângulo congruente ao triângulo base dos prismas. Além disso, considere que os prismas I e III são perpendiculares ao prisma IV e ao poliedro II.
Questão 153 do ENEM 2009 — Matemática
Resolução comentada
Para resolver essa questão, precisamos entender o que acontece quando um plano corta um sólido — a chamada seção transversal — e aplicar isso à geometria descrita para a escultura.
Entendendo as formas envolvidas
O enunciado nos dá informações importantes sobre as peças:
- Prisma I: é um prisma reto de base triangular. A face indicada é justamente uma dessas faces triangulares.
- Poliedro II: o texto afirma que suas faces laterais são perpendiculares à sua face superior, e que essa face superior é um triângulo congruente (mesma forma e mesmo tamanho) à base dos prismas. Ou seja, o poliedro II se comporta como um prisma reto de base triangular, igual à dos demais.
Como os prismas I e III são perpendiculares ao prisma IV e ao poliedro II, e as bases triangulares são congruentes entre si, essas bases triangulares ficam em planos paralelos. Isso significa que a face é paralela à face superior do poliedro II.
O plano de corte
A questão pede para imaginarmos um plano paralelo à face passando pelo ponto , que pertence a uma aresta do poliedro II.
Aqui vale a propriedade fundamental dos prismas retos: quando cortamos um prisma por um plano paralelo à sua base, a figura obtida na interseção é um polígono congruente à base. Como a base é um triângulo, o corte produz um triângulo idêntico ao triângulo base — e, por serem paralelos, seus lados são respectivamente paralelos aos lados da base.
Por que dois triângulos
Segundo a figura, o poliedro II não é um bastão reto e simples: ele se dobra sobre si mesmo, de modo que o plano paralelo a passando por atravessa duas partes desse mesmo prisma (a parte onde está e outra parte do poliedro que tem a mesma orientação). A leitura exata do formato do poliedro e da posição de depende da figura; mas, independentemente do detalhe do traçado, o essencial é que o plano corta duas porções de um prisma de base triangular, todas com a mesma orientação.
Como cada corte é uma seção paralela à base de um prisma reto de base triangular, o resultado da interseção é:
- dois triângulos (um para cada porção cortada);
- congruentes entre si (seções paralelas à mesma base triangular);
- com lados correspondentes paralelos (pois as duas porções mantêm a mesma orientação espacial em relação ao plano de corte).
Isso corresponde exatamente à descrição da alternativa A: dois triângulos congruentes com lados correspondentes paralelos.
Ainda com dúvida nesta questão?
Crie sua conta gratuita e peça ao Darwin, o tutor de IA do Alvo, para explicar do seu jeito — e treine questões como esta na sua trilha adaptativa.
Fonte: prova oficial do ENEM 2009 (INEP). Resolução comentada pela equipe do Alvo ENEM.