Um experimento foi realizado para investigar se planárias são capazes de manter memórias antigas em outras estruturas do corpo, além dos gânglios cerebrais. Quatro linhagens diferentes desses animais foram colocadas em um recinto aberto e treinadas diariamente, durante uma semana, para acharem o ponto onde o alimento estava armazenado. Do dia 1 ao dia 7, foi medido o tempo dispendido pelos animais para encontrarem o alimento. No final do sétimo dia, as cabeças das planárias foram retiradas e, após 14 dias, novos gânglios cerebrais haviam sido formado. Após a regeneração, no dia 21, os cientistas recolocaram as planárias no mesmo ambiente do início do experimento e mediram o tempo que elas levaram para achar o alimento. A tabela apresenta os resultados do experimento.
Questão 135 do ENEM 2025 — Ciências da Natureza
Resolução comentada
Para resolver essa questão, precisamos entender a lógica do experimento realizado com as planárias e como interpretar os dados fornecidos na tabela.
O Experimento
O objetivo do estudo é verificar se as planárias conseguem armazenar memórias em outras partes do corpo além dos gânglios cerebrais (a "cabeça" do animal). Para isso, os cientistas seguiram algumas etapas:
- Treinamento (Dias a ): as planárias foram colocadas em um ambiente e treinadas para encontrar alimento. Como esperado em um processo de aprendizagem, o tempo que elas levam para achar a comida diminui ao longo dos dias.
- Decapitação e Regeneração: no final do dia , as cabeças foram cortadas. As planárias têm alta capacidade de regeneração e, após dias (chegando ao dia ), formaram novos gânglios cerebrais.
- Teste de Memória (Dia ): as planárias regeneradas foram testadas novamente.
Se a memória do treinamento estivesse armazenada apenas na cabeça que foi cortada, a planária regenerada se comportaria como um animal destreinado, e o tempo gasto no dia seria alto, semelhante ao do dia . Por outro lado, se a memória pudesse ser armazenada em outras estruturas corporais, a planária lembraria do treinamento, e o tempo gasto no dia seria baixo, semelhante ao do dia .
Análise dos Dados
Vamos observar os tempos (em segundos) para cada linhagem no início do treinamento (Dia ), no auge do aprendizado (Dia ) e após a regeneração (Dia ):
-
Linhagem 1:
- Dia : s
- Dia : s
- Dia : s
- Conclusão: o tempo no dia ( s) continuou muito baixo, praticamente igual ao do dia . A linhagem manteve a memória.
-
Linhagem 2:
- Dia : s
- Dia : s
- Dia : s
- Conclusão: o tempo no dia ( s) manteve-se próximo ao do dia . A linhagem manteve a memória.
-
Linhagem 3:
- Dia : s
- Dia : s
- Dia : s
- Conclusão: o tempo no dia ( s) voltou a ser alto, igual ao do dia . A linhagem perdeu a memória.
-
Linhagem 4:
- Dia : s
- Dia : s
- Dia : s
- Conclusão: o tempo no dia ( s) também voltou a ser alto. A linhagem perdeu a memória.
Conclusão
As únicas linhagens que demonstraram ser capazes de armazenar informações em outras estruturas corporais — lembrando-se de como encontrar o alimento rapidamente mesmo após a regeneração de uma nova cabeça — foram as linhagens 1 e 2.
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Fonte: prova oficial do ENEM 2025 (INEP). Resolução comentada pela equipe do Alvo ENEM.