Uma notícia traz esperança a pessoas com certos tipos sanguíneos. Pesquisadores europeus conseguiram injetar, com sucesso, glóbulos vermelhos originados a partir de células-tronco em uma pessoa.
Folha de S. Paulo, 3 set. 2011 (adaptado).
A questão aborda um avanço biotecnológico significativo: a produção de glóbulos vermelhos (hemácias) a partir de células-tronco e sua posterior injeção em um paciente. Para entender a importância desse avanço, precisamos analisar o problema que ele resolve.
O texto menciona que a notícia traz esperança a pessoas com "certos tipos sanguíneos". Na prática médica, pacientes com tipos sanguíneos raros enfrentam uma grande dificuldade para encontrar doadores compatíveis quando precisam de uma transfusão de sangue. Receber sangue incompatível pode gerar reações imunológicas graves e até fatais.
As células-tronco são células com capacidade de se multiplicar e se diferenciar em diversos tipos celulares especializados, incluindo os glóbulos vermelhos. Se os cientistas conseguem coletar células-tronco do próprio paciente, estimulá-las in vitro (em laboratório) para que se transformem em glóbulos vermelhos e, em seguida, injetá-las de volta nesse mesmo paciente, cria-se uma fonte de sangue perfeitamente compatível.
Vamos analisar as alternativas para confirmar a resposta:
Portanto, o grande trunfo dessa tecnologia é a autonomia gerada para o paciente, que passa a ser a fonte de suas próprias hemácias.
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Fonte: prova oficial do ENEM 2023 (INEP). Resolução comentada pela equipe do Alvo ENEM.